cenas que me fazem confusão

Hoje apetece me cascar nos casais…limpei armas e estou pronto…eheheh……

É normal que a vivência a dois provoque mudanças no individuo, mudanças a nível psicológico e mudanças a nível comportamental….o que me faz confusão é sua incoerência de discurso quando manifestam vontades que na verdade não sentem…não tanto para agradarem a pessoa com quem estão, mas por se acomodarem ao “estado civil” em que se encontram.

Espanta-me que digam que optem por uma visão de vida, quando se encontram sozinhos, e outra completamente oposta quando estão com outra pessoa, vão-me dizer que é assim mesmo….que é normal….ok…é normal….assistimos à banalização do esquecimento do “eu” como individuo….para a transformação de uma nova entidade que não surge da fusão de dois seres….mas sim de uma situação de esquecimento..do que é partilhar a nossa vida com outra pessoa…..Não se partilha uma vida….acomoda-se a uma situação…não se vive…porque se está preso às vontades alheias, não se liberta…porque existe uma espécie de código comportamental que funciona como ancora…

Será por isso que muita gente entra em desespero quando estão sozinhas?….esquecem-se quem são….como viver com eles próprios, não concebem uma existência em que não possam mostrar que têm alguém…será esse o grande projecto humano?…o de se esquecerem e entregarem-se a uma Utopia?

Ahhhhhhhh…já me sinto muito melhor…..:D e atenção o autor não é contra as relações…só contra as suas consequências mais nefastas 😉

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9 Respostas

  1. Isso é tudo tão relativo, coisa boa! Acho que no fundo, as pessoas tendem a assumir sempre papéis. Às vezes de forma menos bem conseguida. Se calhar foi por isso que a minha última longa relação acabou: porque não sou capaz de fingir algo que não sou. Se se tomam decisões, ou se se têm opiniões, cada um deve ser capaz de as sustentar e não alterar consoante dá mais jeito à cara-metade.
    O comodismo é a pior forma de se encarar seja o que fôr.

  2. Às vezes as adaptações e cedências ao “outro” são tão profundas que deixamos de ser felizes (se encararmos a felicidade como estado inicial) porque deixamos de fazer coisas que gostamos, em prol de uma Utopia (a de Thomas More)… eu sou mais apologista do “Live and let die”…lol
    Um abraço e sejamos felizes, porque não são os “outros” que nos vão trazer felicidade!

  3. Babe…até vou mais longe….as relações terminam…quando uma das partes, já está cansada de se sujeitar a uma “personagem” 😀

    Bjinho 🙂

    Lá está tintas…as adaptações e cedências em certa medida são necessárias….mas a que preço?

    Beijo 😀

  4. “cenas que me FAZEM confusão” 🙂

  5. Eu estou sozinha e gosto de estar sozinha, mas lá está, também gosto de estar apaixonada e ter alguém…mas cada uma na sua casinha 🙂

  6. Calvin pá…eu já passei pelas duas situações e não considero que tenha mudado o meu comportamento…

    Se é verdade que faço coisas com a minha mulher que não faria sozinho (faço-o porque lhe dá prazer…) não deixo de viver a minha vida por isso…

    Acho que cada caso é um caso… 😉

  7. Dora…já está corrigido…eheheh…gracias :D…e essa de cada um em sua casa…olha…dá para um novo tema 🙂

    Sadeek….claro que o aqui falo tem por base o que observo…não é regra…ahahha….:)

  8. Calvin, são 40 milhões de europeus a viver sozinhos… por alguma razão isto acontece…

  9. Tinta…sem duvida nenhuma…mas olha que as estatísticas europeias…em muitos casos…não devem ser comparadas com a realidade do nosso país…quando lá fora um jovem com 25 anos sai de casa e vai morar sozinho…aqui so perto dos 30 anos….:D

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